sábado, 18 de outubro de 2008

LOBA



Em noites de lua cheira quando os uivos ecoam na floresta prateada...sou eu...loba de mim.
Sou eu que me devoro lentamente em lembranças de outras eras...
E eu que me lamento de mim...
E me digo em altos uivos o que o sol me impede de dizer durante o dia...
Por ti ergo o grito que me revela e amedronta
Por ti me arrasto de colina em colina
E a lua por testemunha chora comigo até ser manhã...

5 comentários:

Mél disse...

Brutal este texto...
Lamento que coisas tão fantásticas sejam escritas c sentimentos tão desoladores, mas por trás encontram-se grandes histórias de amor.
Adorei este texto, tens o dom da escrita, é td tão claro, td tão fácil de entender.
Força*****

Morgana disse...

Obrigada Mel...eu também preferia escrever sem este sentimento avassalador por dentro...e certamente é daí que vem o "dom", escrever é hoje o consolo que me resta porque não sei mutilar-me de outro modo...este é o meu sangue que escorre em palavras que nem sempre trazem o alivio desejado

Beijos

Mél disse...

Procura-se o conforto, o alívio nas palavras, os desabafos que n ajudam a tirar esse peso da alma, mas continua-se sp a procurar... até encontrar uma forma de escapar a essa dor k nos aprisiona.
Força.

Mél disse...

Procura-se o conforto, o alívio nas palavras, os desabafos que n ajudam a tirar esse peso da alma, mas continua-se sp a procurar... até encontrar uma forma de escapar a essa dor k nos aprisiona.
Força.

Morgana disse...

Mél
As palavras podem ser sempre um alivio temporário...mas a dor está cá...viva, cortante e muitas vezes fingindo que se deixa enganar para se atordoar....

Obrigada

Beijos