domingo, 19 de outubro de 2008

RESTOS


Deixaste uns restos...coisas poucas...lembranças descarnadas... ideias soltas
Com ela fiz um fogo que quero lento...
Quero-o bem lento sob o caldeirão das esperanças...
Enchi-o dos meus restos que não levaste... um olhar louco... mãos vazias... coisas mortas
Despi as minhas vestes de princesa, que as tuas mãos teceram para mim
Vesti-me de fumaça e solidão... de sombras que deixaste pelos cantos...
Descalça olho sem ver ... o futuro... o desígnio ... o saber
Que me amortalhaste em vida com o engano de te teres enganado.

6 comentários:

Jose disse...

Tropecei por acaso no teu blog, adorei gostei imenso.
Vou tropeçar mais vezes.

Um beijo

José

Morgana disse...

Tropeça José, tropeça...será um gosto receber a tua visita.

Beijo

Isa Zeta disse...

Oi, Ana.

Passei aqui só pra dizer que estou bem.

Muito obrigada pela força. Pelo carinho.

Um beijo. Espero que vc tb esteja bem.

Morgana disse...

Olá Isa
Fico feliz por saber que tudo está bem consigo.
Eu por cá, não muito bem, há dores que duram demais...

Beijos

Mél disse...

O engano de te teres enganado... Esses enganos têm o poder de fzr tanto mal. Knd se mente a si próprio e mente-se, por vezes, sem saber, a outrém. bjs*****

Morgana disse...

Enganos...mentiras...dúvidas...
são as crostas que arranco todos os dias a tentar encontrar a carne viva mas limpa, capaz de sarar...

Beijos