sexta-feira, 7 de novembro de 2008

RESTEA


Há uma réstea de céu azul por entre as nuvens negras que me atormentam, uma nesga de esperança abençoada, um quase nada de certeza nesta angústia!
Não, não é beleza, não é regresso, não é consolo!
É oração escondida no fundo do coração. É mão erguida ao céu em agonia.
Um dia o céu vai amanhecer azul e luminoso, as nuvens vão ser brancas e leves, a luz vai invadir o meu quarto, o sol vai beijar sem medo o meu corpo...
Então eu saberei que o teu sonho passou ao meu lado e não ficou.
Poderei abrir as mãos cerradas e receber o toque das quimeras, descerrar os olhos e ver todas as faces, que hoje têm sempre o teu perfil, molhar nos lábios um sorriso terno e doce e dizer a quem passa que estive morta...e não morri!
Até lá...cada dia é a violência de viver que me consome!

6 comentários:

NAFTAMOR disse...

Melhor, muito melhor, há umas abertas nessas nuvens. E depois de uma tempestade é uso vir a bonança.
Que o céu abra depressa e que olhes para ele com outros olhos.

Bom f.d.s.

Um beijo

Mél disse...

O mundo n pára de girar, a vida dá mtas voltas. O céu é sp azul, as nuvens vão e voltam, mas o céu está sp lá, azul... É ai k tens k te agarrar.
:)*****

Morgana disse...

naftamor

Obrigada, nada como um dia atrás do outro...

Beijos

Morgana disse...

mél

Nós sabemos que nada muda à nossa volta, tudo se repete como sempre, só nós é que perdemos a capacidade para olhar e "ver"...cegueira selectiva!

Mél disse...

Exacto, cegueira selectiva... boa expressão, nca tinha pensado nisso assim.
bjs*****

Parapeito disse...

...e uma certeza há sempre...mesmo num céu cheio de pesadas nuvens...o sol está lá...