domingo, 2 de novembro de 2008

UM RUMO



Sei das canções que o vento canta no longe das manhãs que conheci
Das noites poderosas relembro o sussurro breve dos teus lábios
No meu corpo grita-se hoje um lusco-fusco de prazeres adiados
Mas este rio já não tem margens nem a minha alma tem fronteiras.

Na barca cega destes dias embrulho-me no xaile do tempo e parto
Já não procuro saber para onde vou e sigo inerte o rumo da corrente
Há no horizonte tanto dia por nascer e o sol recusa-se a surgir
E nesta eterna madrugada já a minha voz se cansou de chamar por ti.

6 comentários:

Mél disse...

A voz cansa, mas o coração não.
*****

kris disse...

a voz cansa, o corpo começa a ficar quieto..sem força...e o coração começa a arrefecer...entristece...

beijo

O Fantasma e o Anjo disse...

Vou repetir um comentário...a voz cansa o coração não...beijo e abraço

Morgana disse...

mél
Perde-se a voz, mas o sentimento que o coração alberga, não o deixa descansar...

Morgana disse...

Kris
Pode aquietar-se o corpo, calar-se a voz, entristecer o coração mas enquando sente mantêm-se quente...de dor ou de amor!
Acredita.

Morgana disse...

o fantasma e o anjo

Também eu me repito:
Cansada a voz, ainda e sempre bate o coração...teimosamente