sábado, 24 de janeiro de 2009



Procurei-te na saudade que senti

Serenamente abri o cofre de ébano onde guardei as mágoas que deixaste

Lá dentro repousava uma flor de seda e cristal

E da luz que emanava tirei o sono que hoje dormirei

Sem sonhos

Sem desejos

Amachucando na mão crispada

Uma pétala que me roubei!

12 comentários:

simplesmenteeu disse...

Partem-se em mim as asas...
e às flores que desenhava, caem-lhe as pétalas...
se em direcções diferentes seguem os voos...
Beijos

Bianca Tournier disse...

Mágoas não nasceram pra serem guardadas. E eu guardo tantas, tantas, tantas!
Tenta ficar em paz, Morgana! Mereces.

Um beijo, flor.

Mél disse...

Ao menos retirarás algo de bom disso td, poderás finalmente dormir um sono descansado.
Está lindíssimo o texto.
*****

Morgana disse...

Simplesmenteeu

Não deixes partir as asas...
Não percas em vão as petalas...
Os sonhos sempre se encontram e completam...algures...onde só o tempo sabe!

Beijos

Morgana disse...

Bianca

As mágoas não devem ficar guardadas como velhos vestidos no armário...que se transformam em recordações que não sabemos deitar fora por medo de perder os momentos em que os usamos.
Mas não podemos resistir a guardá-las como se não o fazer nos desumanizasse.

Obrigada pela visita e pelo carinho.

Beijos

Morgana disse...

Mél

Obrigada.
Toda a paz do mundo para ti!

Beijos

Anónimo disse...

Um dia...
simplesmente a gente cansa!

encontra-te depressa, é o que mais te desejo e espero.


Naft

Isa Zeta disse...

Que flor linda, Ana.
Vc sabe qual é o nome dela?

Adorei a poesia tb.

Morgana disse...

Naft

A gente cansa e por esse mesmo cansaço fica-nos a inércia de avançar...ao encontro de nós!

Beijos

Ana

Morgana disse...

Isa

Não sei, não. Vou tentar saber...a mim, tanto me parece uma dália, como um crisântemo??

Obrigada pela visita.

Tudo bom para você.

Beijos

Ana

Anónimo disse...

O que me mata não é a pressa do caminhar... mas a saudade que vive dentro de ti.
O que me mata é o que não consigo apagar. Pesa tanto... que os sonhos me deixaram em terra...
Espero-te, na mesma...
Beijos
simplesmenteeu

Morgana disse...

Simplesmenteeu

Tudo se apaga, ou vai apagando com o tempo, e mesmo quando não se apaga é esquiço, borrão, obra que, de inacabada não se eterniza.

Beijos