sábado, 14 de março de 2009

REFLEXO


Sei-me de cor
Desde tempos imemoriais que me aprendi
Conheço o meu abrir de alma à luz do sol
Conheço o meu regresso à escuridão
Por isso me escuto e me confronto.
Sei-me de cor
E de tão bem me saber é que descubro
Que neste estar em que me encontro
Sou duas de mim como no espelho
Eu sou a imagem do meu reflexo.

terça-feira, 10 de março de 2009

DEDOS BRANCOS


Das mãos estendidas recolhi-te os dedos frios.
Entre as minhas mãos os tomei. No sopro dos meus lábios os aqueci.
Tocando-me o rosto floresceram em mil botões de rosas brancas.
Como as asas que os trouxeram, a iluminar a minha noite escura.